Chegou a hora de voltar! Tá bom demais, mas o dever nos chama. Eu tenho que voltar para minhas auditorias e fiscalizações, a Naila para o TRT e as meninas para as aulas.
A única e última atividade programada para o dia foi uma visita ao Cemitério da Recoleta. Onde já se viu! Visitar um cemitério! Mas com lá foi enterrada a Evita (Eva) Peron, e como a Marina gosta de cemitérios (eu hem!), fomos lá. Fiquei em um locutório (local de ligações telefônicas e acesso à internet) e Naila foi com as meninas para a porta do cemitério me esperar. Fiz as reservas de dois taxis para às 12:30h e fui ao encontro delas.
Esta é a entrada do cemitério:

Chegando lá, procuramos localizar o túmulo de Eva Peron e para ele nos dirigimos. É um lindo cemitério, com grandes e imponentes túmulos. Alguns o comparam ao Pére Lachaise de Paris, pela representatividade arquitetônica de seus túmulos.
Eu, com minha grande modéstia e maior ainda capacidade de orientação, facilmente localizei o túmulo de Eva Peron. Claro que o grupo de curiosos à sua porta me ajudou, sem o qual eu lá chegaria, é claro.
Se não me engano, é possível comprar um mapa do cemitério para por suas alamedas passear, mas como estávamos com o tempo contado, retringimos nosso passeio ao túmulo da Eva Peron, ao de Bartolomeu Mitre (bota o mouse em cima pra saber quem foi) e a outros no caminho de volta.
Olha as meninas na praça diante do portão principal do Cemitério da Recoleta – estão vendo à esquerda alguns cachorros? depois eu falo sobre cachorros, praças e cuidadores de cachorros em Buenos Aires (praga!) :

Agora olha as meninas diante do túmulo do Mitre (quanta intimidade!):

Antes de retornarmos, demos algumas “espiadas” em alguns túmulos. Olha só o que descobrimos: OS CAIXÕES FICAM TOTALMENTE À MOSTRA, DENTRO DOS “GRANDES E IMPONENTES TÚMULOS (lembram que eu disse isso no começo!).
Mentira é! Olha só esta foto, por mim tirada:

Tá notando que os esquifes ficam expostos. Não em gavetas, mas em prateleiras. Se vira moda, aposto que o faturamento das funerárias aumentaria, e muito, afinal,……concluam.
Esse aí de cima é de primeira linha, não!
Mais uma foto, no estilo “paparazzi“:

Naiana e Marina caminhando entre as lápides do Recoleta
Retornamos para o hotel onde já estavam os dois taxis e a família do Alexandre. Foi só colocar as últimas malas no taxi e partir para o aeroporto. Adios, Mi Buenos Aires Querida.
Ah, no caminho, sendo mais preciso, na Avenida , pegamos um engarrafamento que nos deixou preocupados. Pouco antes de pegarmos a Autopista 25 de Mayo, descobrimos que se tratava de um protesto de motorista de taxi por ter sido encerrado o fornecimento de gasolina em um determinado posto de combustíveis. O governo havia negociado que eles vendessem-na pelo preço do GNC, enquanto durasse o desabastecimento, que naquele dia estava no ápice. Ufa! escapamos pela pista da esquerda e fomos embora!
Pagamos $50 pesos pela corrida, $5 de pedário e $5 de estacionamento. Esses últimos $5 eu paguei para a judar o motorista, pois eu sabia que ele teria tempo de sair da área do aeroporto dentro do limite de tempo estabelecido da franquia (acho que quinze minutos).
A primeira coisa que fiz – deveria ter sido a segunda – ao chegar no aeroporto foi empacotar minhas malas com aquele filme plástico. Quem sabe quanto perdemos em miami por conta de uma mala violada entende. Gastei $120 pesos. Uns US$40.
A segunda coisa feita – deveria ter sido a primeira – foi entrar na fila do TAX FREE para recuperar parte dos impostos pagos. Na Argentina, assim como em outros países, os turistas têm esse direito. Mas não são todas as lojas que oferecem isso. Somente as que são credenciadas. Elas identificam-se apresentando este adesivo nas vitrines:

Depois eu explico com mais detalhes como funciona esse sistema. Quem tiver com pressa, vá para o site da Golbalrefund agora mesmo.
Por que eu deveria ter ido primeiro para o TAX FREE? Porque eles podem pedir para ver alguns artigos comprados – a mim, pediram – e você vai ter que escolher: rasgar o filme para mostrar as compras ou desistir do reembolso. Eles pedem para ver para certificar se o produto é argentino (que dá direito ao reembolso) ou não (sem direito). Meu reembolso foi de $41 pesos.
Bem, depois fomos para o check-in, bem tranquilo, por sinal, tiramos esta foto

e fomos para o FREE SHOP! E que FREE SHOP! Nunca tinha visto um tão grande e farto. Diz um amigo que havia um Porsche à venda lá recentemente. Deve ter sido vendido….
Comprei três vinhos argentinos, um perfume para mim e outro para a Naiana, e alguns presentes para os mais íntimos.
Olha só o “tamanho do bicho”:

Ah, faltou mostrar o exemplar de SAINT BRASSE (São Brás no Brasil) que degustamos DURANTE TODA A VIAGEM. Olha eu e o GRANDE HENÓLHOGO ALEXANDRE FIALHO (pode não ser Omem com H, mas é nó, logo éh!) apreciando-a:

Ao fundo, alguns vinhosinhos argentinos…
Pois bem. Esperamos mais de uma hora pelo nosso vôo, atrasado, obviamente, e decolamos rumo a São Paulo. Chegamos a São Paulo aproximadamente às 19:30h, fizemos – MAIS UMA VEZ FREE SHOP – Eu, pra comprar uma “encomendinha” para uma “amiga” da “namorada atual” de um “sobrinho”: SÓ UMA CAIXINHA (12 litros) DE BLACK & WHITE. Dá pra acreditar? Eu explico: Ele (Márcio), a Mãe dele (Olga), o Pai dele (Coronel Winston), o brother dele (Renato) e a irmã dele (diane), são pessoas especiais, dignas de qualquer esforço de nossa parte. E ainda têm crédito depois dessa. A amiga da Marina, namorada atual do márcio foi quem ganhou dessa vez. Tomara que dure o casamento. Se precisar, COMPRO DE NOVO. Só não vale para a mesma noiva, pois eu sou daqueles que valorizam o casamento. Eu estou com minha “esposa atual” há vinte anos. hehehe
Em São Paulo, fizemos o check-in de conexão (tranquilo) e fomos para o embarque. E QUE EMBARQUE!!! Só dá para contar em outro post. Foram só CINCO HORAS EM GUARULHOS.Deveriamos chegar a Fortaleza às 00:05 (meia noite e cinco minutos) e somente chegamos às 3:40 da manhã.
Fui!
Claudio Henrique Santos
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